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sexta-feira, 8 de julho de 2011


Compareçam.... Vai estar bommmm demais.
Quem quiser ajudar a ONG entre em contato com Flávia Ferraz no e-mail: flaviarferraz@gmail.com

 

Colaborem...
Para maiores informações entrar em contato no e-mail: empresas@saolucassaude.com.br






segunda-feira, 6 de junho de 2011

Febraban orienta a não aceitar notas manchadas de tinta

Febraban orienta a não aceitar notas manchadas de tinta


 A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), emitiu nota onde orienta a população a rejeitar as cédulas que estiverem manchadas de tinta.
Isto porque, boa parte dos caixas eletrônicos está equipada com um dispositivo que mancha as cédulas com tinta rosa após a explosão do terminal por ladrões de banco.
A federação informa que as cédulas manchadas estão sendo tratadas da mesma forma que as notas falsificadas.
A Febraban esclarece que o dinheiro não perde seu valor, mas diz em nota publicada em seu site que as pessoas podem se recusar a receber o dinheiro marcado.

 
 
Os bancos estão orientados a reter as notas marcadas, fazer a identificação do seu portador e encaminhar as cédulas suspeitas para análise do Banco central. A Febraban e o Banco Central têm se reunido constantemente para adotar procedimentos que ajudem a coibir os roubos a terminais e dificultar o uso do produto roubado.
Fonte: Andhrea Tavares / Rádioagência Nacional

 
OBS: QUEM MESMO DE BOA FÉ ACEITAR UMA NOTA MANCHADA, AO REPASSÁ-LA PODE SER SUSPEITO OU ATÉ MESMO PRESO ATÉ QUE PROVE SUA INOCÊNCIA.
PARA ESTAR A SALVO DESSE PROBLEMA NUNCA ACEITE NOTAS MANCHADAS.


REPASSE ESTA MENSAGEM.. TODOS PRECISAM SABER DISSO PARA EVITAR ABORRECIMENTOS E PERDAS FINANCEIRAS.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Selo Gentil


Passe esse selo a um blog Gentil e publique essa ou outra história como uma lição de vida!


Esta é uma bela história e é também uma história real.



Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha faculdade.
A última aula que assisti foi de sociologia....O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser.
O último projeto do curso era simplesmente chamado "Sorrir"...A classe foi orientada a sair e sorrir para três estranhos e documentar suas reações...
Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer forma. Então, achei que isto seria muito tranquilo para mim...
Após o trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março ao McDonald's.
Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho...
Estávamos esperando na fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo...
Não me movi um centímetro... Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram...
Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma banho há muitos dias, e lá estava na fila dois pobres sem-teto.
Quando eu olhei ao pobre coitado, próximo a mim, ele estava "sorrindo"... Seus olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando apenas aceitação...
Ele disse, Bom dia!, enquanto contava as poucas moedas que ele tinha amealhado...
O segundo homem tremia suas mãos, e ficou atrás de seu amigo... Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação..
Eu segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os dois...
A jovem mulher no balcão perguntou-os o que eles queriam... Ele disse, "Café já está bom, por favor...", pois era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuiam... (Se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo. Ele apenas queria se esquentar)...
Então eu realmente sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos azuis...
Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena ação minha... Eu sorri e pedi à moça no balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada....
Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar...
Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis... Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e me disse, "Obrigado!!"
Eu me inclinei, acariciei sua mão e disse "Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para dar a você esperança!!" Comecei a chorar enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho...
Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse, "Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!!".... Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que pudemos dar aos outros hoje algo pois Deus nos tem dado muito.....
Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus...
Aquele dia, me foi mostrada a Luz do Doce Amor de Deus...
Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história em minhas mãos.
Eu entreguei "meu projeto" ao professor e ele o leu...
E então, ele me perguntou: "Posso dividir isto com a classe?" Eu consenti enquanto ele chamava a atenção da classe para o assunto...
Ele começou a ler o projeto para a classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados...
Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald's, meu filho e o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que passei como estudante universitária...
Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei:


ACEITAÇÃO INCONDICIONAL.


Que muito amor e muita compaixão seja enviada a todos que lerem esta mensagem e aprenderem a:
AMAR AS PESSOAS E USAR AS COISAS- E NÃO AMAR AS COISAS E USAR AS PESSOAS...
Um anjo foi enviado para assistir você..
Para que este anjo posso trabalhar, envie isto para pessoas que também precisam de anjos em suas vidas.


Um Anjo escreveu:


Muitas pessoas entrarão e sairão de sua vida, mas apenas os verdadeiros amigos deixarão pegadas em seu coração.
Para se controlar, use sua mente...
Para controlar os outros, use seu coração...
Deus dá a cada pássaro seu alimento, mas Ele não joga nenhum alimento em seus ninhos...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Campanha "Viva Caio"




S O L I D A R I E D A D E

12. ª Campanha VIVA CAIO de Doação de Sangue e 8. ª Campanha VIVA CAIO de Doação de Medula Óssea

Campanhas têm inicio no dia 16 de Outubro, em Americana

Confira abaixo a relação dos locais e horários e seja um doador voluntário:


Sangue: onde e quando doar

FAM

Dia 16 de Outubro de 2010 das 8h30 às 12h

FATEC

Dia 6 de Novembro de 2010 das 8h30 às 12h

Hospital São Francisco:

Dia 25 de Novembro de 2010 das 7h30 às 11h

Banco de Sangue do Hospital Municipal:

Dia 25 de Novembro de 2010 das 8h30 às 11h30


Medula: onde e quando se cadastrar

FAM

Dia 16 de Outubro de 2010 das 8h30 às 12h


Visite o site www.vivacaio.org.br e saiba mais sobre Doação de Medula e Doação de Sangue.

Sobre a entidade:

A ASSOCIAÇÃO CAIO TAIOLI ROSA - Pró-Linfoma, Leucemia e Mieloma, fundada em 2004, tem como finalidade criar e desenvolver projetos para o estudo, o esclarecimento, assistência e apoio aos pacientes portadores de linfoma, leucemia e mieloma, bem como auxiliar os seus familiares.

A Campanha “VIVA CAIO”, que ocorre duas vezes ao ano, foi criada com o intuito de solucionar um grave problema que ocorre em Americana e região, bem como servir de exemplo para outras regiões do Brasil que sofrem com a dificuldade na obtenção de bolsas de sangue e plaquetas para o tratamento de pacientes com câncer.


A associação, desde 2005, quando foi lançada a 1º Campanha, busca junto à sociedade suprir as necessidades dos bancos de sangue dos hospitais da cidade e região, e ainda despertar a consciência e o valor do gesto da ‘doação voluntária’, promovendo a ‘fidelização’ dos doadores (mediante cadastro e acompanhamento). Outro objetivo é aumentar a participação das mulheres nas doações e captar ‘empresas cidadãs’ visando organizar internamente grupos de doadores voluntários.

Através de suas ações, a Campanha “VIVA CAIO” quer manter elevado o estoque de sangue e tornar a doação um ‘hábito cultural’ que é de extrema importância para a sociedade.

Campanha de Cadastramento de Doadores de Medula


Dia 16 de Outubro na FAM

O Transplante de Medula Óssea é, às vezes, a única esperança de cura para muitos pacientes de doenças do sangue como a Anemia Aplástica Grave e de alguns tipos de leucemias, como a Leucemia Mielóide Aguda, Leucemia Mielóide Crônica, Leucemia Linfóide Aguda. No Mieloma Múltiplo e Linfomas, o transplante também pode ser indicado.

O método consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula. Caso então o paciente não disponha de doador aparentado, busca-se no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula) um doador cadastrado que seja compatível com ele e, se encontrado, articula-se a doação.

Contudo o número de doadores cadastrados é insuficiente para atender à demanda de pacientes, principalmente, pelo fato de que a probabilidade de se achar um doador compatível no Brasil é de uma em um milhão. Por isso, a Associação Caio Taioli Rosa tem realizado a Campanha de Doação de Medula Óssea, com a missão de ampliar o número de doadores de Medula registrados no REDOME e assim aumentar as chances
de cura para muitas pessoas.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010



Logo abaixo a carta que Christiane Yared (mãe do jovem, que o deputado do Paraná FERNANDO RIBAS CARLI FILHO) matou, escreveu à Cissa Guimarães:

Querida mãe, O que dizer nesta hora tão difícil?
O que ouvir quando todos e tudo ao redor parecem sair de um enorme pesadelo e o ruído das vozes que se seguem mal chegam aos ouvidos?
Quando o ar não é mais suficiente e a dor da separação nos leva a sala de parto novamente?Os dias que se seguirão, parecerão noites e as noites, dias sem fins.
Para cada momento uma lembrança e a ferida que não cicatriza, parece ainda mais exposta e vulnerável com o passar do tempo, dizem que o tempo é o melhor remédio, creia amada ele é amargo demais.
Só há um lugar para onde ir, este refúgio que encontrei tenho tentado ensinar o caminho à outras mães, pois sei que o que nos foi tirado, nosso bem maior, o pequeno ser que embalamos, amamentamos, cuidamos e amamos, nada poderá traze-los de volta, sei que se chorássemos todas as lágrimas e gritássemos todos os gritos de dor que estão contidos em nossas almas, mesmo assim não seriam suficientes para trazê-los.
No primeiro momento tentamos achar o culpado, o rapaz que dirigia estava em alta velocidade.
Certamente foi ele, mas e Deus? Onde estava Deus que não viu o meu lindo moço de cabelos fartos e sorriso encantador, que envolvia todos com suas histórias deixando no ar a sensação de ficar após ter ido?Porque Deus não fez algo?
Querida mãe, a primeira lição que aprendi, foi entender que Deus me amou e sua misericórdia resgatou meu filho no momento de dor.
Se há um lugar perfeito, onde deixaríamos nossos filhos este é nos braços do Pai.
Deus não interfere, nos deu um mundo para nele vivermos em harmonia e se existe um culpado, infelizmente somos nós!
Aceitamos todas as coisas e só nos importamos quando é o NOSSO filho.
Esta nação está ferida e ferida de morte, o sangue de inocentes está literalmente lavando o asfalto de nossas cidades.
Será necessário morrer um filho de cada família para que algo seja feito? Nossos jovens estão sendo arrancados de seus lares e sua famílias estão dilaceradas com tamanha dor, o medo nos invade pois os que nos restam ainda, precisam viver neste país sem leis para assassinos de trânsito.Até quando???
Não terá apenas um deputado que se importe e leve ao congresso as mães que perderam seus filhos nesta guerra horrenda e injusta?
Faltará espaço em Brasília, será maior que qualquer congresso já realizado.Nós somos as mães que prepararam seus filhos para servir a nação!
Meu filho falava quatro línguas, tinha duas faculdades, não usava drogas, não era chegado a bebidas, sempre usou o cinto de segurança, foi morto por um jovem deputado que estava em alta velocidade, embriagado e com a carteira com mais de 130 pontos. Foi decaptado, estraçalhado, moído, não matou apenas meu filho e seu amigo, matou a mim também.
Ensina a criança no caminho em que deve andar e até ficar velho não se desviará dele.
Não podemos apenas chorar, temos que nos unir e de alguma forma mudar o país em que vivemos, para que os outros filhos, os que nos restam, possam ter a oportunidade de viver.Meu refúgio é Deus, meu porto seguro, minha esperança de rever meu amado.
Se Deus salvasse o seu e não o meu então seria um Deus injusto!
Se precisamos mudar e algo precisa ser feito, então faremos para que outras mães, não venham a sofrer a amargura da separação tão precoce de jovens que antes enchiam a casa de alegria, e agora enchem cemitérios.
Querida mãe, sei que parece impossível mudar um país, mas tambem sei que um país é feito de famílias que desejam o melhor para seus filhos.
Um pai sonha os sonhos de seu filho desde quando nasce e vive como se fôssem seus.
Se é triste e inconsolavel a dor da perda de um filho, muito maior será nossa dor se não fizermos nada e perdermos novamente, e creia eu sei do que falo.
'Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada só porque podia fazer muito pouco'Se cada mãe, pai, família, cada cidadão fizer um pouco, teremos muito!A
justiça é para os vivos, os mortos não precisam dela!
E a nação ouvirá o nosso clamor.
Christiane Souza Yared

"É possível crescer nesta hora Mesmo quando o que amamos foi embora A saudade eterniza a presença de quem se foi.

Com o tempo esta dor se aquieta Se transforma em silencio que espera Pelos braços da vida um dia reencontrar."

Padre Fábio de Melo (Perdas Necessárias)


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Vale mais que um trocado

Uma lição de vida...
Se todos fizessem sua
parte muita coisa mudaria...
Ambulantes, pedintes e moradores de rua não esperam só por dinheiro dos motoristas parados no sinal vermelho.
Sem pagar pra ver, eu vi.
(Reportagem) Rodrigo Ratier


CAMINHO LIVRE

A cada livro oferecido em vez de esmola, um leitor descoberto.


Foto: Rogério Albuquerque.


"Dinheiro eu não tenho, mas estou aqui com uma caixa cheia de livros. Quer um?" Repeti essa oferta a pedintes, artistas circenses e vendedores ambulantes, pessoas de todas as idades que fazem dos congestionamentos da cidade de São Paulo o cenário de seu ganha-pão.

A ideia surgiu de uma combinação com os colegas de NOVA ESCOLA: em vez de dinheiro, eu ofereceria um livro a quem me abordasse - e conferiria as reações.
Para começar, acomodei 45 obras variadas - do clássico Auto da Barca do Inferno, escrito por Gil Vicente, ao infantil divertidíssimo Divina Albertina, da contemporânea Christine Davenier - em uma caixa de papelão no banco do carona de meu Palio preto.
Tudo pronto, hora de rodar.
Em 13 oferecimentos, nenhuma recusa. E houve gente que pediu mais.
Nas ruas, tem de tudo. Diferentemente do que se pode pensar, a maioria dessas pessoas tem, sim, alguma formação escolar.
Uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, realizada só com moradores de rua e divulgada em 2008, revelou que apenas 15% nunca estudaram.
Como 74% afirmam ter sido alfabetizados, não é exagero dizer que as vias públicas são um terreno fértil para a leitura..
Notei até certa familiaridade com o tema.
No primeiro dia, num cruzamento do Itaim, um bairro nobre, encontrei Vitor*, 20 anos, vendedor de balas. Assim que comecei a falar, ele projetou a cabeça para dentro do veículo e examinou o acervo: - Tem aí algum do Sidney Sheldon? Era o que eu mais curtia quando estava na cadeia. Foi lá que aprendi a ler. Na ausência do célebre novelista americano, o critério de seleção se tornou mais simples. Vitor pegou o exemplar mais grosso da caixa e aproveitou para escolher outro - "Esse do castelo, que deve ser de mistério" - para presentear a mulher que o esperava na calçada.
Aos poucos, fui percebendo que o público mais crítico era formado por jovens, como Micaela*, 15 anos. Ela é parte do contingente de 2 mil ambulantes que batem ponto nos semáforos da cidade, de acordo com números da prefeitura de São Paulo.
Num domingo, enfrentava com paçocas a 1 real uma concorrência que apinhava todos os cruzamentos da avenida Tiradentes, no centro. Fiz a pergunta de sempre. E ela respondeu: - Hum, depende do livro. Tem algum de literatura?, provocou, antes de se decidir por Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
As crianças faziam festa (um dado vergonhoso: segundo a Prefeitura, ainda existem 1,8 mil delas nas ruas de São Paulo).
Por estarem sempre acompanhadas, minha coleção diminuía a cada um desses encontros do acaso.
Érico*, 9 anos, chegou com ar desconfiado pelo lado do passageiro: - Sabe ler?, perguntei. - Não..., disse ele, enquanto olhava a caixa. Mas, já prevendo o que poderia ganhar, reformulou a resposta: - Sim. Sei, sim. - Em que ano você está? - Na 4ª B. Tio, você pode dar um para mim e outros para meus amigos?, indagou, apontando para um menino e uma menina, que já se aproximavam.
Mas o problema, como canta Paulinho da Viola, é que o sinal ia abrir. O motorista do carro da frente, indiferente à corrida desenfreada do trio, arrancou pela avenida Brasil, levando embora a mercadoria pendurada no retrovisor.
Se no momento das entregas que eu realizava se misturavam humor, drama, aventura e certo suspense, observar a reação das pessoas depois de presenteadas era como reler um livro que fica mais saboroso a cada leitura.
Esquina após esquina, o enredo se repetia: enquanto eu esperava o sinal abrir, adultos e crianças, sentados no meio-fio, folheavam páginas.
Pareciam se esquecer dos produtos, dos malabares, do dinheiro... - Ganhar um livro é sempre bem-vindo. A literatura é maravilhosa, explicou, com sensibilidade, um vendedor de raquetes que dão choques em insetos.
Quase chegando ao fim da jornada literária, conheci Maria*.. Carregava a pequena Vitória*, 1 ano recém-completado, e cobiçava alguns trocados num canteiro da Zona Norte da cidade. Ganhou um livro infantil e agradeceu. Avancei dois quarteirões e fiz o retorno. Então, a vi novamente. Ela lia para a menininha no colo. Espremi os olhos para tentar ver seu semblante pelo retrovisor. Acho que sorria.

* os nomes foram trocados para preservar os personagens.